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Assessment tem sido traduzido de maneira simplista como avaliação, mas na nossa concepção é muito mais do que isto. Trata-se de um conjunto de técnicas que proporcionam um mapeamento completo e rápido das características, preferências e tendências que impulsionam o comportamento das pessoas.

Na Fluere Vitae trabalhamos apenas com ferramentas extensamente validadas e das quais temos o mais completo domínio, como, por exemplo, o MBTI® Myers-Briggs Type Indicator que é um instrumento de avaliação que tem sido largamente utilizado por empresas e por institutos de desenvolvimento humano há mais de 80 anos em todo o mundo.

Nosso assessment facilita o entendimento do indivíduo, indicando formas de reaproveitar e potencializar suas competências nos diversos segmentos de uma empresa, instituição ou qualquer outro cenário na vida pessoal.

A espinha dorsal deste programa é o MBTI®, que indica as preferências pessoais e identifica os tipos psicológicos com base nos estudos de C. G. Jung. Aprofundamos nossa investigação com a Análise Biográfica com base nos setênios da Antroposofia e Técnicas Expressivas para definição de Visão de Futuro e Objetivos. Poderemos ainda complementar o assessment com a aplicação de Testes Psicológicos que serão definidos durante o seu processo.

A Psicologia Analítica engloba todo o arcabouço teórico criado por Carl Gustav Jung, um trabalho denso e essencial para a compreensão da mente humana. Muitos dos temas desenvolvidos por Jung brotaram de suas próprias experiências pessoais. O psiquiatra suíço vivenciou constantemente sonhos marcantes e a visão de imagens mitológicas e espirituais, passando então a nutrir um grande interesse por mitos, sonhos e religiões, do ponto de vista psicológico. Ele também experimentou a ocorrência de manifestações parapsicológicas, o que suscitava em sua inteligência questionamentos cada vez mais freqüentes. Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, nasceu no dia 26 de julho de 1875, na cidade de Kresswil, na Basiléia. Sua família era muito religiosa, o pai e outros familiares eram pastores da Igreja Luterana, o que justifica o interesse precoce de Jung pela filosofia e pelo espiritualismo. Alguns trabalhos seus, posteriormente, desenvolverão a questão da religião e sua contribuição para o amadurecimento psicológico dos indivíduos, bem como dos povos e civilizações.

Jung buscou inspiração para o desenvolvimento de seu pensamento nas esferas da Alquimia, da Mitologia, nos povos ancestrais da Ásia, África e nos indígenas da tribo dos Pueblos, dos Estados Unidos. Também foi muito influenciado pela filosofia e pela religião orientais, principalmente a indiana, e pelo I Ching. Segundo Jung, o homem deveria ser analisado em sua integridade, na sua vida em comunidade, nunca isolado do contexto sócio-cultural e universal.

Os conceitos por ele criados foram batizados com expressões imbuídas de um simbolismo profundo, que por si só já definem seu valor temático. O Inconsciente Coletivo, por exemplo, diferencia-se já no próprio nome do universo desvendado por Freud - visto como um depósito mnemônico e de pulsões reprimidas -, significando um sistema herdado por cada geração, dinâmico e pulsante, incessantemente ativo.

O inconsciente junguiano não pode ser meramente descrito como um conjunto de memórias legadas pelos ancestrais, mas sim de tendências inatas para a disposição da psique. Ou seja, este oceano da mente humana já existe ‘a priori’ – antes de tudo, no início, uma expressão tipicamente kantiana -, o homem é concebido já com o inconsciente, que como um arquivo perpetuado ao longo do tempo traz em si, potencialmente, toda produção mental legada pelos ancestrais. Assim, pode-se afirmar que ele é anterior à consciência, um pequeno ponto na vastidão do universo da inconsciência. Mas o inconsciente não apenas recebe conteúdos elaborados em tempos distantes, ele também produz seus próprios temas, rearranja os que herdou e trabalha em conjunto com o consciente. Nesse sentido, Jung divide o Inconsciente em Pessoal e Coletivo. O Inconsciente Pessoal ou Individual quase se confunde com o espaço da consciência, pois suas fronteiras são bem tênues, ele é um estrato temático mais superficial, semelhante ao de Freud, porque contém elementos que por algum motivo foram ali reprimidos.

Nele também se encontram percepções que não foram percebidas pela consciência e memórias que esta esfera não deseja para si o tempo todo. Aqui estão igualmente os complexos – tema desenvolvido por Jung e depois adaptado por Freud –, elementos que, desconectados da consciência, refugiam-se no inconsciente, mas continuam a exercer influência sobre o comportamento humano, tanto negativa quanto positiva, ao incentivar o exercício do potencial criativo do ser. Jung lida com os complexos por meio do exame das personas – papéis sociais desempenhados pelos indivíduos, as famosas máscaras que todos desenvolvem no processo de interação social. O Inconsciente Coletivo – revelação essencial de Jung – é a esfera mais íntima e recôndita da psique humana. Nela se encontram vestígios das ações naturais da mente, impressas como representações potenciais, ou seja, automatismos desenvolvidos pela psique ao longo de milênios. Estes traços são compartilhados por toda a humanidade e estão ao alcance de cada um, preparados para se tornarem concretos através da ação humana.

Neste estrato psíquico todos são iguais, diferenciando-se depois por meio da experiência pessoal, na qual o homem realiza escolhas e assim atualiza uma ou outra tendência inata, o que se processa no nível do Inconsciente Pessoal. Os arquétipos, para Jung, são justamente os automatismos desenvolvidos pela psique, estes traços do Inconsciente Coletivo. Cada um deles corresponde a uma circunstância apresentada pela vida, recepcionada pela mente como um desafio a ser conquistado e transformado em conhecimento, através da repetição exaustiva da experiência, então automatizada em nossa organização psíquica, no início mais como disposição formal do que como conteúdo, simbolizando tão somente possibilidades, dentre as quais o homem posteriormente escolherá a que se tornará real. Eles se traduzem em imagens primitivas, estreitamente relacionadas à criação da nossa espécie, são embriões das características humanas, latentes em cada ser. Segundo Jung, é em volta do centro de um arquétipo que se agrupam os complexos que têm em comum uma carga emocional semelhante.

A teoria junguiana é muito vasta, e aqui estão delineados os conceitos principais. Mas há outros igualmente importantes, como o processo de Individuação – processo através do qual o ser evolui de um estado de identificação profunda com o ambiente à sua volta, para outro de sintonia com o Si-mesmo, o centro de sua personalidade individual, de onde brota toda a energia inata da mente -, objetivo máximo da psique humana; Eu ou ego – centro da Consciência, simboliza os impulsos inferiores da personalidade; Sombra – a parte mais sombria do homem, legada, segundo Jung, das formas mais primitivas de vida; Sigízia, ou arquétipo da alteridade – diz respeito à oposição entre masculino e feminino na mente, constituindo uma elaboração voluntária do inconsciente -, o ‘animus’ corresponde à face masculina da mulher, enquanto a ‘anima’ refere-se ao lado feminino do homem; os Tipos Psicológicos, ou seja, a Personalidade.

A terapia de abordagem fenomenológica-existencial tem sua estrutura baseada em duas importantes escolas do pensamento que influenciaram profundamente as práticas de muitas ciências, em especial da psicologia e da medicina: A fenomenologia e o existencialismo. Estas filosofias ganham força em meados do século passado e trazem uma nova a visão do ser humano na sua interação com os desafios que o mundo apresenta.

A fenomenologia tem como seus principais precursores Edmund Husserl, Martin Heidegger e Maurice Merleau-Ponty, e sua preocupação central é “voltar às coisas mesmas”, livrando-se de conceitos pré concebidos ao fazer a descrição da realidade. Para a fenomenologia não há uma realidade objetiva que seja compartilhada por todos os seres humanos,  portanto, seu método propõe estudar a maneira como o conhecimento do mundo se dá para cada pessoa.

Para muitos a construção do pensamento existencialista teve início com Sören Kierkegaard, mas foi Jean Paul Sartre, muito influenciado pelas ideias de Husserl e Heidegger, um dos seus maiores difusores. Ao afirmar que a existência precede e governa a essência, Sartre define uma das bases fundamentais do existencialismo: o ser humano não vem pré configurado para viver sua vida, mas vai construindo a si mesmo e o mundo a sua volta à medida que existe.  Outras referências do existencialismo são Friedrich Nietzsche, Simone de Beauvoir, Karl Jaspers, Albert Camus, Fiódor Dostoiévski, dentre outros.

A psicologia dentro de uma perspectiva fenomenológica-existencial olha para a existência concreta do ser humano, evitando concepções exclusivamente teóricas que são muitas vezes abstratas e distantes da realidade do paciente. Pode-se dizer que é humanista e experiencial, ou seja, entende que as pessoas experimentam o mundo de forma diferente e única. O paciente não é visto a partir de rótulos que o reduzem a pulsões e mecanismos psíquicos, mas como uma pessoa que precisa ampliar seus entendimentos, aprendendo com a angústia que está atrelada à busca de um significado para a sua existência.

Quando o ser humano não consegue compreender e lidar com as incertezas, os medos, a ansiedade, a responsabilidade, a culpa, a liberdade, a finitude, a angústia dentre outros sentimentos relacionados aos desafios intrínsecos da sua existência, pode desenvolver alternativas neuróticas que levam à manifestação de transtornos cujos conjuntos de sintomas levam a diagnósticos de depressão, transtornos fóbicos, transtorno do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade generalizada, etc.  O objetivo da terapia fenomenológico-existencial é a construção conjunta de um ambiente de reflexões que possibilitem ao paciente o acolhimento de sua condição humana e a construção de uma existência autêntica e única.

Na Fluere Vitae adotamos abordagens psicoterapêuticas que proporcionam, ao mesmo tempo, visão integrada do indivíduo e objetividade para o rápido restabelecimento do bem estar e fortalecimento emocional do cliente. Uma das abordagens utilizadas e que requer um pouco mais de esclarecimento é o EMDR, uma nova forma de psicoterapia, desenvolvida nos Estados Unidos no final dos anos 80 pela psicóloga Francine Shapiro. EMDR significa Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares, porque permite o reprocessamento de lembranças difíceis e dolorosas através da integração do conteúdo neuronal nos diferentes hemisférios cerebrais. Entendendo que traumas e lembranças dolorosas são armazenadas de forma maladaptiva no cérebro o EMDR é capaz de reprocessar os medos, fobias, terror, e ansiedades vinculadas às lembranças difíceis que mantém suas vítimas presas aos fantasmas do passado através da integração da informação que se encontra separada nos dois hemisférios cerebrais. De forma acelerada e adaptativa, o EMDR estimula o processamento cerebral similarmente ao que acontece com as pessoas durante a etapa do sono conhecida como movimento rápido ocular (sono REM – Rapid Eye Movement) quando o cérebro processa informação diária e deveria arquivá-la adaptativamente ao passado. Por alguma razão ainda não completamente compreendida, em determinadas situações as pessoas não conseguem realizar este processamento de forma normal e saudável, da onde possivelmente advêm os pesadelos, sobressaltos, pensamentos intrusivos e obsessivos, ataques de pânico e em casos mais graves o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e suas conseqüências, e em casos mais excepcionais podem chegar aos Transtornos Dissociativos de Identidade quando possuem historias de traumas crônicos, repetitivos e constantes, especialmente na infância.

 

Aplicações práticas do EMDR

  • O EMDR foi originalmente desenvolvido para tratar desordens do tipo TEPT - Traumas de estresse pós-traumático, como aqueles resultante de abusos sexuais ou estupros, assaltos, violência, seqüela de guerra e de desastres naturais, mortes traumáticas, etc.
  • Fobias e desordem de pânico (medo de avião, de água, agulhas, claustrofobia, etc.). Os diagnósticos que melhor respondem ao tratamento com EMDR são justamente as fobias e desordens de pânico, já que os transtornos de ansiedade estão associados a vivências traumáticas ("sensação de perigo") congelados em redes neuronais. Muitas pessoas recuperaram a capacidade de andar em avião sem estresse, subir elevadores, submeter-se a exames de ressonância magnética; perderam medo de piscina/mar, de baratas ou sapos, etc.
  • Atualmente já se utiliza o EMDR para o manejo de dor crônica também, já que sabemos que a dor física tem muitos componentes emocionais, especialmente com doenças psicossomáticas (enxaquecas, dores de coluna, fibromialgia, etc.) e desordens de natureza auto-imune (lúpus, tireoidite de Hashimoto, artrite reumatóide, etc.). Se uma pessoa tem um alto nível de dor, sua qualidade de vida cai muito. Tratando as lembranças dolorosas e traumas vinculados a essas dores pode-se diminuir o nível de perturbação física e alcançar um melhor manejo de dor crônica e um consequente melhoramento na qualidade de vida. • Luto e depressão. Sabemos que o luto é um processo normal e natural, mas há aspectos da perda que podem levar a depressões mais severas. O EMDR ajuda a sanar muitos aspectos dolorosos de perdas e mortes, e pode prevenir o desenvolvimento de quadros patológicos de lutos mal resolvidos.
  • Dependência química e adições. Apesar de que estes quadros são mais complexos e exigem a interação de uma equipe interdisciplinar, sabemos que muitos aspectos das adições ou compulsões são tentativas fracassadas de "medicar a dor emocional". O EMDR pode contribuir de forma significativa na resolução de traumas de infância e adolescência que muitas vezes contribuem para a manutenção atual de quadros de dependências e compulsões.
  • Obesidade. Muitos quadros de obesidade estão vinculados a situações de ansiedade, estresse e traumas. O EMDR trata essas questões de ansiedade o que pode permitir um maior controle da ingestão de alimentos, uma reeducação alimentar e o desenvolvimento de hábitos duradouros mais saudáveis.
  • Instalação de recursos positivos. O EMDR também pode ajudar a desenvolver e fortalecer recursos positivos que ajudam as pessoas a enfrentarem melhor suas situações de estresse. A psicoterapia pode celebrar aquilo que dá certo na vida!
  • Aprimoramento do desempenho. Atletas, atores, jogadores de futebol e muitos outros enfrentam situações onde o seu desempenho é público, e lhes são exigidos alto níveis de aperfeiçoamento. O EMDR ajudar a desbloquear áreas que obstaculizam um melhor desempenho e fortalece desempenhos apropriados na arena pública.

Este processo ajuda indivíduos ou grupos de indivíduos a alcançarem suas metas através de ações bem estruturadas que levam ao desenvolvimento ou aprimoramento de competências (*).

O foco inicial é a transformação de comportamentos, com trabalhos que proporcionam profundas reflexões que levam ao autoconhecimento e à alavancagem do capacidade que temos para buscar resultados.

As técnicas utilizadas têm sua espinha dorsal no protocolo norte-americano de Coaching validado pelo ICF International Coach Federation e na psicologia cognitivo-comportamental, mas na Fluere Vitae vamos além, inserindo no processo reflexões de perspectivas analíticas e existenciais. Assim, asseguramos abordagens exclusivamente desenvolvidas por nossos profissionais, fazendo com que as sessões proporcionem uma vivência única e profunda.

Nosso modelo possibilita a ampliação das possibilidades futuras, fortalecendo a pessoa assessorada para o enfrentamento dos seus dilemas.

Independente do seu foco, o processo de coaching da Fluere Vitae sempre fortalecerá a sua capacidade para a resolução dos problemas e possibilitará a superação de barreiras emocionais e crenças limitantes! Este é um dos nossos grandes diferenciais!

(*) Combinação de Conhecimentos, Habilidades, Atitudes e capacidade de Entrega.

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